10/09/2012 | |||
O Globo | |||
| Trem "bão" (George Vidor) | |||
Há muitos trens de passageiros com quase 60 anos ainda circulando no Rio. Aos poucos estão sendo substituídos, mas existe uma motivação a mais para acelerar esse processo: a economia de energia. A maior parte dos trens antigos, com tração elétrica, tem seus motores preparados apenas para corrente contínua. Os trens elétricos estão adaptados para corrente alternada e consomem bem menos eletricidade. Como o governo federal em breve anunciará medidas que visam à redução do custo de energia para a indústria, as autoridades do Estado do Rio estão propondo que esse corte de tarifa se estenda às empresas de trens de passageiros e metrôs, atrelando-se os recursos poupados a um programa de troca dos comboios. A demanda do Rio e de São Paulo por novos trens ultrapassa a casa dos mil carros, o que por si só justificaria uma política industrial para que os fabricantes locais reconquistem esse mercado, hoje perdido para chineses e coreanos. A indústria brasileira tem capacidade para produzir 10 mil vagões de carga e dezenas de locomotivas por ano mas não consegue ser competitiva em novos trens de passageiros. • | |||
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Trem "bão" - George Vidor - O Globo
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